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Sim, somos frágeis.
Dinheiro, roupas de marca, carros e jóias não nos protegem de nada, de absolutamente nada.
Não é novidade, mas hoje, temos certeza, a felicidade não tem preço,
A saúde é o que mais importa,
A família nos completa,
Os bons amigos nos fazem falta,
O trabalho enriquece alma e não só o bolso.
Sim, eramos bobos e sonâmbulos.
Estamos incubados e sairemos, finalmente curados.
Nos olhos
a insatifação conclui
a dor que sente o peito
É você ar rarefeito
a ti,
Atiro o dedo
e
no passar do tempo
manifesta-se o verdadeiro suspeito.


Não venha correndo
já estou desaparecendo.
Sua melhor opção é respirar e
deixar o todo
passar.
Seu incosciente
Sua intuição
Contêm as respostas.
Esqueça a busca, então.
Seja a semente,
e aceite o sopro divino
este sim
levará para terras férteis.


A ausência da sua voz
fere como picadas de abelhas sobre meus ouvidos.

Sou alma vazia, condenada a angústia eterna.

Vêm os dias e a cada dia,
o despertar carece do choque de bombinhas.

Como suportar a luz,
se nela não mais assisto sua sombra?

Minha garganta vive afogada em águas salgadas.

Peço força divina,
o tempo ao meu lado insiste em permanecer parado.

É tão tangível essa dor que preciso de algo mais pesado que milhões de toneladas.

Não consigo fechar os olhos,
a tecla replay está grudada em minhas pálpebras.

E senão bastasse,
o que entra em minhas narinas não é mais ar e sim pesar.

"E se"...  é somente isso que reflete a mente.

Já não tenho mais fala,
as palavras perderam vontade.

E o que restou paralisou a pulsação.
Sem ação, desfaleço ao contagioso chão.




Um galho
      como braço te abraço 

 E suas folhas     
não anseiam mais desvendar terra outra 

 Somos presos no infinito perfeito    
aquele que conhece o agora 

 Sentimos tudo  e enquanto    
   tardar o frutificar     
  viveremos entre o prelúdio e o fastígio.


Abra os olhos
Por vezes
A grama é cinza
A árvore despida
O fruto putrefato
Parece como tudo no buraco
Sufoco
Vem outro dia
caso perceba o forasteiro satisfeito
menospreze sua influidez
e quem sabe sensatez. 





Postada entre a janela fechada e a cama desarrumada, ela confessou para o ar repetido:
Consigo sentir a brisa tornando-se tempestade,
os olhares sobre a mesa
      a tensão petrificando a nuca
            o som enlouquecedor dos pensamentos.
Onde estão minhas mãos que não alcançam seus dedos?
A chuva despenca e espanta as borboletas.
Escrever um poema não é moleza,
Na verdade,
É como martelar concreto,
Lasca aqui,
Quebra ali,
E ainda assim
Nada além de poeira
aparece na caligrafia.



                     Nas montanhas de ferro
onde pássaros não encontram galhos
               onde flores buscam amores
                    e a lua brilha e tumultua
                                        Um respiro
                                 é tão suave que
                plana ao longo das nuvens.


Alucinado,
Sem destino certo,
Ele corria alucinado.

Tudo começou
quando as palavras
perderam seus significados.

Eu te amo,
foi a primeira.

As demais,
Sem próximos segundos,
sucumbiram ao abismo.

As ressalvas,
que discussão
dependiam tão e somente
dela.

Aí então,
na contramão
do que o mundo aceitava,
tomada pela mesma dor
e cansada de não mais existir,
ela ressuscitou, modesta
em uma tarde fria de segunda-feira.


Deixe o mundo pensar que você é sempre você.

Esqueça do tenho que, acredite no tinha que ser.

Quando se sentir só, pense no universo.

Não ame só que ama você, sorria ao dizer bom dia.

Trate os animais como membros da sua família.

Beba água com gás, coma macarrão, não use drogas.

Use roupas claras, sapatos baixos, fuja do jeans.

Pensamentos ruins acontecem, aja com naturalidade.

Não finja, preserve o verde, compre verduras.

Viva o hoje, esqueça do amanhã, lembre do passado.

Não repita o mesmo caminho mais de duas vezes.

Pule na piscina a noite, saia para tomar um café.

Use sempre guardanapo, prato de sobremesa, colher de sopa.

Mantenha 90% do tempo a boca fechada, olhe com os olhos.

Não dirija, ande de bicicleta, caminhe no parque.

Estude os símbolos, os provérbios, astrologia, economia.

Fuja da rotina, lute por sua alma gêmea, encontre liberdade.

E não esqueça o outro faz parte de você.





Recolho os cansados olhos do ramerrame
Arrisco visualizar o futuro
Escuro labirinto

Sem plantas nos muros
Procuro a flor
quem sabe ela
suavize

No entanto
nem brisa
nem cor
nem cheiro

Tudo seco
como palha
ao menor movimento
Fogo!




A cada batida o coração pulsa alegria.
Não é o tempo e sim o que vivemos
define essa encantadora tarefa de viver a dois.

Desafios, adversidades, dificuldades...
basta um sorriso seu e meu amor se renova.

O destino só controla o início,
somos nós que transformamos o amor
 para toda vida.

Te Amo, Feliz 10 anos!




Na doçura terna da al´mor
aquele que não sorri
perde,
mesmo que por um milésimo de segundo
o encanto suspiro da espetacular
arritmia.


Não chega noturna

aquela crença florida

marcada pela ferida

que fadiga,

essa rotina

sofrida

poderia ser sortida.






Beleza incessantemente entorpecedora, não há quem de ti desvie o olhar.

Como permanecer centrado quando ouço minha transbordante palpitação?

Quero a todo momento queimar olhos alheios que anseiam adular-te. 

Pobre desta alma julgada pela carne, dominada pela possessão, condenado a uma só direção.

Arde, arde medicante do amor, sua sina é ser escravo de outras vontades. 

Susanna and the Elders 1839 - Théodore Chassériau (1819-1856) 


Encantador suspiro
da doce flor,
néctar claro
de que a vida
mesmo designando
o despetalar
pode
hoje
simplesmente amar!



O tempo opulento
nada mais
sobrevivemos
Na quase eterna
tarde seca
entre
o esperançoso pôr do sol
e o angustiante anoitecer.

Tolerar
o entremeio
não cabe a todos.

Àqueles
que se deixam
levar pela melancolia;
Já outros
navegam de um ponto ao outro.


Por hoje
chamarei

A lua de sol
o sol de lua

A terra de água
a água de terra

O fogo de ar
o ar de fogo

A noite de dia
o dia de noite.

Amanhã
quem sabe
as falaciosas
atordoadas

não consigam
ludibriar.



Hoje não piso
na rua
sem minha
 máscara

Quero
 a alma
Destrilhar

 Por mais
estranho
que seja

delongas
tresloucadas
 vou saborear

E sabe
o que mais?

Com abnegados
cheios de mazelas
vou
confabular

Só não posso
perder a máscara,
amanhã piso
no espelho.
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