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Perdida no meio daquele aglomerado de pessoas devotas, à medida que o guru pronunciava, por meio de parábola a mensagem do dia, "- Quando chove, enquanto a grama aos poucos é afogada, alguns pequenos animais fogem aos mesmo tempo que outros se banham", ela se viu dominada pelo questionamento:
- Toda parábola vem disfarçada de entendimento, na verdade arrogância é seu traje, quem conquista a frieza necessária para decifrá-la, quando suas palavras soam do tal adorado?



E o garoto que fazia questão de manter afastada a certeza, olhou e sem meias palavras disse para o senhor que da fila de espera forjava um banco de reclamações:

- As vezes a grandeza da alma define nossas vivências.


A brisa no fim da noite anunciava o dia frio, ele tão pouco tinha esperança de algo diferente. Ao soar, nas costas do nevoeiro as primeiras faíscas de sol, a conclusão de toda discussão abandonou os questionamentos e para ela concluiu:

- Não adianta dizer que sabe compreender, de seus lábios só ressoam emendas de um autorretrato!


Enquanto deixava para trás os raios vibrantes do sol, pensava consigo:
O tempo é um tipo de rabugento que pelo infinito trafega no egoísmo executando, como carrasco toda espécie de decisão. Como posso assim, o amanhã transformar em sim ?

Ela deixou para trás a primeira parte daquele rito inebriante com cada célula do seu corpo confiante de que agora conhecia o verdadeiro compromisso com a metamorfose, no entanto quando chegou na margem do rio, para por fim ao ritual, o barro úmido soou como desaforo:

- Como purificar-me na realidade, se depois sujarei meus pés?


Ele discutindo fervorosamente com aquela que julgava ser devota do amor, ao se ausentar do vasto desentendimento, chegou a fatídica conclusão:

- Sempre te querem, mas nunca a ti de fato se entregam.... Como podem dispensá-lo com tamanha facilidade? Serei eu, a partir de agora, o seu vingador, oh magnífico amor!


Ah, dona Liberdade,
você é sem dono disso eu sei.
Sei também que
é vontade sem obrigação,
Desejo sem castigo,
pensamento sem censura,
Alma sem desconexão...
O que não sei é
Por onde andas que homem algum consegue te encontrar?



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Todas as frases, contos, poesias, poemas, pensamentos, questionamentos, poesia cantadas e críticas políticas são escritos por Simone Martinelli.

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