No exato momento que descobriu a cura para todos os seus males, uma estrela apagou do céu:

- Hoje não é sexta-feira. Hoje é tão e somente hoje.


Logo nas primeiras horas do entardecer, depois de anos engajado no entendimento dos princípios da vida , ele finalmente ressoou para os 4 cantos:
- Tudo posso naquilo que em nada me fortalece.
Ela queria amar. 

Ele queria beijar.

Nenhum do dois

sabia partilhar.




-Finalmente amanheceu, foram suas primeiras palavras depois daquela noite tão escura. Não foi fácil distinguir a mistura sanguínea da alma, seu único recurso foi permanecer debruçada sobre a montanha de pensamentos inquisitórios. Quem de nós é valente o suficiente para superar o sangue e verdadeiramente reconhecer a essência da sua genealogia?

Naquela manhã ela se deu por satisfeita, pelo menos seus olhos queriam ver.



Sim, ele navegou por todos os lados e ainda assim, nada contou o que sua alma suplicava:

- Do que foge o homem que não diz a verdade?


Um homem foge de casa na esperança de deixar tudo para trás, no meio do caminho depara-se com a mesma.


Bela dizia que não ia amar por ver tudo sempre desabar

Dizia que não ia a enterro por não querer ver o sepultamento

Dizia que não fazia visita em hospital por ver pavor no avental

Dizia que deixou de ir ver o avô por não gostar de ver sua dor

Dizia que não ia discutir por ver constantemente tudo desiludir

Dizia tanto por ver que melindrou todo o seu viver.


Nas brumas aveludadas daquele amanhecer, a surpresa nos olhos até mesmo dos já cansados da vida, como ela persistiu quando nada mais se fez sentido?

Erros seguidos de erros, a solução parecia intocável. Por vezes, ela desejou que o coração não mais pulsasse. Os já cansados se perguntavam: quem teria força para prosseguir quando o precipício é o próximo passo?

Os Deuses não anunciam a continuidade de seus atos, disso eles tinham certeza absoluta. Pelo mero meio de parábolas, coincidências e má sorte se faz o berro, nenhum pouco esclarecedor, de quem ousa entender o porquê, Por quê?

Ela continuou a percorrer as imprecisões da vida.


Morre, antes mesmo de Nascer quem da vida não foge a Rotina.

E então no começo daquele dia carregado de novo, ela silenciou a mente e por alguns segundos conversou tão e somente com o coração:
- Meu Gênio do Amor, só por hoje conceda-me três pedido: Acalme meu o olhar, Intensifique minha sensibilidade e o mais desejado de todos, Faça minha alma pra sempre amar.

Em um dia nada chuvoso, ele indeciso sobre quase tudo recorreu a um sábio que vivia sentado ao pé da árvore mais desconfortável da história da praça do centro da cidade.

- Bom sábio, espero não estar atrapalhando, mas pensei que poderia perguntar algo para você?

- Pergunte então meu rapaz.

- As vezes me pego duvidando do destino, quando algo não dar certo devo acreditar que esse era o destino ou devo insistir?

O sábio da praça não pareceu saber a resposta, agora estava claro o porque ninguém incomodava o tal ancião. Ele percebendo o silêncio contínuo, desistiu e seguiu seu caminho.

- Ei rapaz, aonde vai? O sábio perguntou quebrando, sem mais nem menos, a indiferença.

- Embora, pelo que vi você também não sabe a resposta.

- E pelo jeito você sabe, me diz qual é...

Ele abriu o largo sorriso e correndo saiu atrás da atual-ex-futura namorada.




Ela precipitou a ansiedade e logo nos primeiros segundos da confabularão anual dos intitulados catedráticos, postou-se a questionar:

- Será novo aquilo nunca visto? Será esquecido aquilo nunca repetido?

Nem mesmo um pio receberam suas respostas.


Desconsolado, ele perambulava pelas esquinas sem encontrar qualquer caminho. Em uma noite não tão fria, em um muro qualquer, toda sua dor pereceu:
O verdadeiro amor não convence, ele vem e vence.