E se poesia fosse moeda?

- Pode ser um pingo de chuva
Pode parecer um unicórnio
Pode morar dentro de uma estrela
Pode interpretar um místico
      e nada mais fará sentido. 



Você vem com a sua zoeira
achando que tá arrasando
no fundo sabe
que a tortura que faz
disfarça o limbo em que sua alma habita
Que tal lidar com o vazio ao invés de ruir seu afim?
Borá lá, buscar um real motivo para sorrir
Porque rir de outros é pleito de otário e sequelado!
 
Por vezes a certeza é confundida com clareza. Saiba que quando há clareza, dispensada é a certeza.
A solução para o medo é a confiança.

Palavras possuem suas próprias asas.
 
- Não vou embora só porque a pressão mudou e o tempo partiu, não mesmo! Quer saber, vou ficar e você se aconchegue pra lá.


Nas trêmulas linhas
o desafio sussurra
fratura as unhas
e a densidade
sopro estafante
Me nego,
mas que incerto
ainda que irresoluta
não estranho a luta. 


- Não vejo o revelo que você exalta sem medo, mas percebo que alguns encontram o buraco enquanto outros, o amado.


Meu pedido
como vírus sorrateiro
desapercebido,
desaparecido
ainda flutua sobre a água pura
e o brado absorvido
a qualquer distração será perdido.


Em dia cheio de marasmo, é fácil reconhecer o que faz entristecer. 
 


Quantas desculpas você inventa para que outro assuma, o que de fato é seu encargo?

Nossos vícios são da tristeza, resquícios. Vamos então sonhar que as estrelas podemos tocar, quem sabe assim, é possível ver outro mundo.
O dia foi escolhido, se era preciso, digo, muitas ainda são puxadas pelos cabelos. O mundo empurra a porta enquanto nós já ultrapassamos paredes!

#UmDiaSemMulher

 

A chuva cantava para a janela. Enquanto ela, encantada ouvia, adormeceu sombria massacrada pela suave brisa. 

 Quando absorto, aquele que parece morto, tropeça na boçalidade e nunca mais ganha idade. 

Conivente, como sempre, ela despertava com o suposto no rosto. Um dia de sol ausente, foi substituída por outra correspondente.