Como uma flor sem pétalas
             não é que não é bela
                          é apenas incompleta. 

Um minuto e o mundo é outro
Como algo sem tempo,
marcado pelo eterno buraco.

E esse vazio domina a matéria,
fazendo o corpo projetar inúmeras desavenças.

Resta então ofensas....


Um minuto e o mundo é outro
Como algo repleto de tempo,
marcado pela ausência do buraco.

E esse absoluto domina a matéria,
fazendo o corpo projetar inúmeras euforias

Resta então alegria .....


Tudo sempre Altera... por isso espera....




Um sopro, refrescância
A alma enriquece, não pela matéria, elegância
Novos olhares despertam e desaprendem, pantomimam.
Viva a troca, saímos da toca. 
Permita-se viajar por entre ideias.... Um mundo novo sempre a espera....


Permita-se viajar por entre as ideias.... Um novo mundo sempre a espera....


.... dança que embala os melhores sobressaltos da vida.


Um galho
     como braço te abraço

E suas folhas
    não anseiam mais outras terras desvendar

Somos presos no infinito perfeito
    aquele que só conhece o agora

Sentimos tudo
  e enquanto
      tardar o frutificar
       viveremos entre o prelúdio e fastígio.


Entre um dia e outro esqueça-se do tal suposto. 
Abra os olhos
Por vezes
A grama é cinza
A árvore despida
O fruto putrefato
Parece como tudo no buraco
Sufoco
Vem outro dia
caso perceba o forasteiro satisfeito
menospreze sua influidez
e quem sabe sensatez. 





No amor,
   A gente pira
  A gente gira
  A gente Grifa
                    todas as melodias
                                      em um só dia!

No caminho descompensado, a vontade de parecer importante.
Muitas vezes a amizade garante companhia e não harmonia.
O coração quando carente engana a mente.

Demoro      e todo dia perco o barco.

Aí nado      e o braço cansado não chega do outro lado.

É preciso então flutuar      ensina-me a esquecer o som do inverno?











Ao ponto de cometer mais uma falcatrua, sua honradez sumiu de vez.  Ele então aproveitou o momento e roubou a alma de si mesmo.


....  ele se deu conta que suas palavras sem sons eram ouvidas somente na mente daqueles que sabiam ignorar os tantos ruídos vazios.


Postada entre a janela fechada e a cama desarrumada, ela confessou para o ar repetido:
Consigo sentir a brisa tornando-se tempestade,
os olhares sobre a mesa
      a tensão petrificando a nuca
            o som enlouquecedor dos pensamentos.
Onde estão minhas mãos que não alcançam seus dedos?
A chuva despenca e espanta as borboletas.