O assassinato

by 6/25/2012 0 comentários
O entardecer já concluía seu adeus quando na casa de três quartos, um velho foi assassinado. 

O detetive chegou à cena do crime desanimado e cansado, no fundo só queria ir para casa estava mal humorado. 

Ele foi logo interrogando a mulher e o homem, que moravam com o velho, o menino deixou de lado. Ninguém respondeu o que só o menino poderia responder.

O detetive foi embora sem qualquer anseio de resolver o caso. O corpo do velho foi levado. A mulher e o homem encenaram um choro. 

Dias se passaram, o velho e seu assassinato foram enterrado. Ninguém mais chorou. 

O detetive deu o caso como misterioso sem possível resolução, encerrou a papelada e foi para casa. 

Fim do romance escrito pelo velho.  

Epílogo 

A casa tinha um quatro bem na entrada da casa e os outros depois de um corredor enorme. 

No quatro da entrada o velho, naquela tarde, foi tirar sua tradicional pestana e o menino mais que depressa foi para seu esconderijo tradicional. 

O esconderijo embaixo da cama do avô era o único lugar que seu pai nunca o encontrou. O menino adorava brincar de esconde-esconde principalmente quando era para fugir da lição de casa.

Lá em baixo ele tinha um colchonete, seu travesseiro e um vídeo game portátil que sempre estava no mudo. 

Depois de um tempo jogando, o menino percebeu uma movimentação estranha, alguém entrou no quarto do velho e o matou. O menino viu quem era. Era seu pai. 

Quando o desanimado detetive chegou não ouviu o que o menino ouviu: a mulher conversando com seu pai.

Se não estivesse de cabeça baixa perceberia que os dois eram amantes e que esse era o motivo do assassinato, o velho tinha descoberto o caso dos dois. Pena que os anos de serviços, a conta gotas, removeram do brilhante detetive a audácia de olhar.


SS Martinelli

S²FM

Pela janela olhei, tulipas não encontrei. Pensei, Filosofei, Bloguei.