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Pausas forçadas roubam,
a cada silêncio
o brilho remanescente
da garganta carente.

Sufocada pela falta de movimento,
mesmo inundada de palavras
permanece imóvel.

Digo com fervor:
- Chegará o dia em que o coração não suportará mais a forçada quietude
sem outra alternativa,
com tons de loucura
explodirá as enrustidas emoções partidas.


Embevecidos pelo contínuo
deixamos a pausa esquecida
em algum lugar do agora.

Vivendo em busca do próximo passo
desconhecemos o momento passado.

Como compreender
se o olhar está sempre adiante?

Contadores de segundos,
sofremos de falência múltipla de horas.


A cada pausa
Um movimento sem expressão,
Uma ansiedade disfarçada,
Uma tristeza no olhar.
Será ela o motivo de tanta depressão?
Ou será nós que não sabemos vivenciá-la?